Em artigo publicado no Le Monde Diplomatique Brasil, o pesquisador do Ineep André Tokarski avalia que o Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras evidencia as tensões estruturais que têm marcado a trajetória recente da empresa: de um lado, a função social de garantir energia segura, a preços justos, contribuindo para o desenvolvimento nacional e a transição climática; de outro, a pressão — institucionalizada na governança — por “disciplina de capital”, sustentabilidade financeira e maximização da geração de valor para acionistas.
Para o pesquisador, embora o plano reafirme a ambição de consolidar a Petrobras como uma empresa integrada e diversificada de energia, a manutenção de elevados dividendos, o enfraquecimento do compromisso com investimentos e a centralidade do E&P em um contexto de transição climática podem aprofundar a especialização primário-exportadora, reforçando o “paradoxo do petróleo” brasileiro: exportador de cru, dependente de derivados e vulnerável às volatilidades externas.
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