Em artigo publicado no Jornal GGN, Iago Montalvão, mestre em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que os aumentos na margem de distribuição e revenda dos combustíveis e a disparidade entre os preços domésticos e internacionais ainda persistem como desafios para o “abrasileiramento” dos preços.
De acordo com a ANP, entre janeiro de 2019 – período anterior à privatização da Liquigás e da BR Distribuidora – e maio de 2025, houve uma nítida aceleração nos ganhos das distribuidoras, que aumentaram a margem bruta de distribuição e revenda da gasolina, do diesel e do GLP em 54,1%, 59,0% e 70,6%, respectivamente, aponta o pesquisador.
Segundo Montalvão, a desproporção entre a redução nos preços de refinaria e a manutenção de altas margens levanta questionamentos sobre possíveis retenções de benefícios que deveriam chegar ao consumidor final, cenário que reforça a urgência da Petrobras recuperar seu papel na cadeia de distribuição.
» Leia também outros artigos sobre Estratégia financeira. Clique aqui.
Aliado a isso, se, de um lado, a adoção de uma política menos atrelada ao PPI permitiu à Petrobras proteger o mercado interno de altas internacionais, de outro, ainda resiste a repassar integralmente as quedas globais, priorizando preservação de margens e distribuição de dividendos, destaca ele.
Leia a análise completa no Jornal GGN.

