Ineep participa de audiência sobre preços de combustíveis na Câmara dos Deputados

Publicado em: 23/11/2021

O coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) William Nozaki participa amanhã (24/11) de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados que analisa a política de preços dos combustíveis.

 

Ao longo dos últimos meses, o Ineep tem participado intensamente de audiências e trabalhos que se realizam no Senado e na Câmara dos Deputados com o objetivo de encontrar alternativas para reduzir o impacto dos elevados preços dos combustíveis na economia e no dia a dia da população brasileira.

 

O Ineep foi, por exemplo, um dos responsáveis pela redação do Projeto de Lei 1472/2021 do senador Rogério Carvalho (PT/SE), que tem como relator o Senador Jean Paul Prates (PT/RN). Esse PL, que deverá ser votado na próxima terça-feira (30/11), propõe a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis e institui imposto sobre a exportação de petróleo bruto. O tema foi amplamente debatido, hoje (23/11), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

 

O reajustes dos combustíveis e do gás de cozinha têm seguido a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vem sendo adotada desde 2006 pela direção da Petrobras, e está atrelada à variação dos preços internacionais do petróleo e aos reajustes cambiais.

 

Desde a adoção da PPI, o preço da gasolina aumentou 116% nas refinarias da Petrobras e 83% nas bombas. Já o preço do óleo diesel teve aumentos de, respectivamente, 91% e 75%. E o de GLP, o gás de cozinha, cresceu 284% nas refinarias, enquanto nas bombas variou em 79%.

 

Para o debate de amanhã, que se realizará, virtualmente, às 16 horas, também estarão presentes, entre outros, representantes da Petrobras, da Federação Única dos Trabalhadores (FUP), Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás (Anapetro), da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) e do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

 

Comunicação Ineep

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