Ineep defende fundo social para a Margem Equatorial

Publicado em: 27/11/2024

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Ticiana Alvares, é favorável à criação de um fundo social com recursos do petróleo que venha a ser produzido na Margem Equatorial Brasileira, caso se confirme potencial exploratório na área.  Esse fundo teria a finalidade de financiar a transição energética justa, a pesquisa e inovação em busca de novas rotas tecnológicas, o desenvolvimento regional, o combate à pobreza e a desigualdade social, e condições autonomia dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas da região.

 

Ticiana Alvares, diretora técnica do Ineep, em audiência pública sobre exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira, na Câmara dos Deputados.

Ticiana Alvares, diretora técnica do Ineep, em audiência pública sobre exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira, na Câmara dos Deputados. (Reprodução/Câmara dos Deputados)

 

Ticiana participou quinta-feira (27/11) de audiência pública realizada pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados que tratou da exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira. Durante sua apresentação, ela também defendeu que a região, que abriga cinco bacias hidrográficas, seja considerada área estratégica para o país, e que seja contemplada com o modelo jurídico-fiscal de partilha da exploração e produção de petróleo, tendo a Petrobras como operadora única.

 

A Petrobras está aguardando autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar na Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. É uma região com grande potencial petrolífero, já confirmado com descobertas e resultados positivos em regiões próximas a essa fronteiras (Guiana e Suriname).

 

“Para o Ineep, o debate sobre a Margem Equatorial Brasileira não se resume a uma falsa dicotomia entre meio ambiente e desenvolvimento. Para nós, trata-se de uma questão estratégica, que envolve, a um só tempo, as agendas de segurança energética, soberania nacional, segurança climática e transição energética e do trabalho, que são aspectos essenciais para pensar o Desenvolvimento Nacional”, comentou ela.

 

A audiência pública foi requerida pelos deputados Júnior Ferrari e Sidney Leite e pela deputada Silvia Waiãpi. Participaram também: o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; a gerente geral de licenciamento ambiental e meio ambiente da Petrobras, Daniele Lomba; o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy; a representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rennaly Sousa; o gerente de operações do Instituto Arayara, Vinicius Nora; e o coordenador de articulação e redes do Observatório do Marajó, Luís Barbosa, entre outros.

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